Postagens

Mostrando postagens de Setembro, 2014

Porque vamos terminar a garrafa - Covers em Latim

Dois meses com um título e que em algum momento fez sentido sobre tudo, dois meses atrás parecia uma boa ideia, mas agora somente havia se esquecido.   Se lembrava do significado daquela frase, era bonita, tinha uma estética. Se lembrava de adorar ela. Mas não mais.   Havia uma lembrança. Mas só.

Ao te ver pelo salão[...] voltei correndo ao nosso lar

"Essa é sobre o seu sorriso", não dá. Alguém já usou. E além do mais sorriso de aparelho não rola muita história bonita. Lábio acaba sendo arranhado de vez em quando.  Seus olhos... Seus olhos...  Olhos de mar, ainda não decidi se verdes ou azuis. Serenos e estáveis, como o próprio oceano... Mas que me abstraem de mim mesma na ressaca... Isso já é Machado de Assis, e Chico.  Talvez fosse mais fácil se não tanta gente não tivesse dito "eu te amo" de maneira mais bonita que a minha.   Fecho o caderno e observo o maço de cigarros fechado em cima da escrivaninha. Não os abri em três meses não seria agora que o faria. Talvez devesse subir e me deitar, observando os mesmos olhos só que fechados dessa vez.  Pra quem minto? Muita cafeína para uma noite só. Sento-me na frente do mesmo caderno e escrevo todas as músicas, acabando com as folhas do mesmo.   Desisto de tudo, é meu ano sabático, porém consegui ainda jogar o maço fora.

A canção Lindíssima de Tom Jobim, e eu tinha que fazer a letra mais ou menos em fevereiro ou março.

Por muito tempo ela pensou naquele primeiro beijo. Tinham terminado há tempos. Chorou por algum tempo, pensando em todos os motivos que poderiam ter tido para poder continuado.
 "Só não deu certo" uma amiga em comum dos dois disse. Ela chorou porque sabia que era mentira. Havia dado certo, bem até demais, mas aquele beijo transcendeu o término, mas tudo bem, ela já não chorava pelo término. Nem pelo beijo. Talvez pelo tempo perdido, mas não estava mais afim de Legião Urbana.
 Botou um chapéu e se fingiu de inglesa. Havia sol, mas as abas de tecido grosso protegiam o seu rosto dos raios que poderiam vir a lhe dar rugas, mudou de ideia e largou o chapéu no cabide ao lado da porta antes de sair, ainda era nova demais pra pensar nessas coisas.
 Morte, morte, morte... Qual a obsessão da humanidade com a morte? Não há nada melhor como viver por exemplo?
 - A vida é um amontoado de lembranças tristes que tentamos transformar em boas. - Um idoso na fila do mercado havia lhe dito is…