Postagens

Mostrando postagens de Setembro, 2013

If you do them, people think that you're cool

Todos querem o desespero e glamour de Hollywood, porque ter a vida fácil não tem graça. Ser bonito, ter a garota dos seus sonhos não adianta de nada sem um escândalo. Nada disso dá IBOPE.   Se apaixonar, desiludir, partir corações e ter uma overdose.  Afinal, ninguém liga se você ganhou o Oscar ou Cannes. O importante é a Britney Spears cortando o cabelo.

Eira, beira e tripeira.

- Sabe, o sexo é um marcador importante.
 - Hm? - Ela bebe um gole de suco.
 - Digo, se as coisas estão bem o sexo é maravilhoso. Se estão ruins nem tanto. Por isso que durante o final do nosso namoro estava tudo tão frio.
 O garçom chega, ela pede vodca no suco. Bebe e eu termino um charuto.
 - Amor, eu fingi todos os orgasmos.

About a Girl

- Em todos os momentos em que tu teve que fechar os olhos para fazer algo, você hesitou. Respirou fundo e pulou, nas mil e uma vezes em que te vi saltar e gritar te ofereci uma corda.  - Me viu morrer mil e uma vezes, e em todas me enterrou viva e de olhos abertos.  - Nunca cheguei ao ponto de te crucificar pelo menos. Não te deixaria virar uma mártir.

Eu sempre sorri ao pensar em você.

Todas as vezes em que as suas longas unhas de piranha passaram por minha pele eu me arrepiei. Toda vez que suas bochechas rosadas ficaram vermelhas eu sorri. E todos os dias em que você estava lá, fiquei bem. Por isso moça do sorriso torto, não se preocupe. Existe algo além do arco íris

Por que vamos terminar a garrafa - era pouco e se acabou.

- Tá ouvindo o quê?
 - Música.
 - Qual?
 - Adivinha.
 - Aquela?
 - É...
 - Já não passou da hora?
 - Sei lá, não tenho o hábito de me esquecer das coisas.
 - Ainda assim.
 - Se esqueça de tudo, é meu convidado. Só não me force a embarcar na tua.
 - Quem disse que eu quero?
 - Quem disse que não fez?

Tudo pode ser feito, só depende do calibre da tua arma.

Uma vez por mês durante uma semana em cada mês do ano Alessandra não conseguia dormir, era um distúrbio psicológico causado por ansiedade, explicou sua médica. Uma semana por mês, oitenta dias por ano ela passava apenas por cochilos momentâneos. Uma semana sem sono é algo estressante; noites regadas de Godart e Tolstói, não era agradável, mas como não tinha coragem de usar drogas (sabia que ia se viciar) era o máximo que ousava. Durante os outros dias da semana; cantava, dançava e xingava. Jogava as pernas para o ar e ria. Mentia sobre seus sorrisos, mas qual garota de nossa geração não faz isso? Mas, por alguns dias era um fantasma. Ela gostava de ser esse fantasma.  Uma vida simples, acordar, ir pro colégio, trabalhar e voltar para casa. Nesse meio tempo ela cochilava, lia durante o expediente e saia da escola para uma tragada ocasional de cigarros de cravo. Era útil não dormir a noite. Seria se o coeficiente de produção não caísse tanto, sono afeta os sonâmbulos, mas ela consegui…

Tu me atura na terra seca.

Pessoas solitárias não são necessariamente mais interessantes, mas normalmente contam histórias de uma maneira melhor. Os donos de mercearia quietos, que tudo observam e conversam com os clientes mais antigos sabem de tudo que ninguém conta, as melhores histórias vem de pessoas que além de solitárias, são velhas. Aquela cena típica que é a sua vó sentada na poltrona enquanto a criança no colo da mãe ouvia tudo maravilhada. Aprendeu a cuidar da água por causa do Curupira, dorme cedo por culpa do Boitatá. Não nada sozinha pois o Boto cor de Rosa pode estar lá.
 A criança cresceu e virou moça, ouvindo a vó, as estórias viraram conselhos e a moça sempre aprendendo. Nos sertões do Maranhão toda semana pegava a Brasília antiga e visitava a velha. Morava em São Luiz, pai era banqueiro e mãe dona de casa, mas foi criada pela Dona Rosália. Trançava os cabelos antes de dormir, os penteava e fazia rabo-de-cavalo para ir pro colégio. Andava de vestido solto, mas sempre recatada, aprendeu a tocar…

One-serve lover

Por trinta minutos, eu a amei como podia. Os lábios rosados, as pernas dobradas na cadeira da frente dela no ônibus. Por toda uma viagem, ela foi minha.  Olhos insolentes por cima de um livro e as bochechas rosando muito provavelmente de propósito a garota flertava com o homem de meia idade. O velho, cansado, se apaixonava enquanto ela o encarava por cima do ombro, mordendo a boca. Se remexia, sorria. Me mandava beijo e dava tchau, que indecência.  Por meia hora, revivi a adolescência.

piano tocando ao fundo

A fotógrafa pinta de bonito as coisas que ela vê. Tendo o dom de ver a beleza ela se surrupia nos cantos mais marginais da cidade e chama bota um cigarro na boca. Faz amizade com quem encontra e já se transformam em modelos os pobres-coitados. Pobres coitados o quê! Serão decorados com poesia pela bela artista, e na exposição, virando famosa só pensa a pobre coitada "quem me dera que beleza fosse ideologia para que eu pudesse acreditar". No fim das contas, é só mais um caso de falsidade externa e lágrimas escondidas.

Cãibras e dor de cotovelo

Aquela dor que acontece no momento em que você para de se movimentar de um lado para o outro, também acontece com sentimentos. Portanto garota, só saia da minha casa agora você encheu o saco.

coração babão

E após três dias sumidas no colégio, você só a vê te encarando na chuva e com lágrimas no rosto. Mal percebe que é somente ilusão de ótica da chuva.

A Prostituta de todos os contos.

- A puta mais barata do mundo - Ela começa a narrar - Não se encontra em esquinas ou botecos, muito menos em boates de striptease. Vive ao teu lado, te conhece e é tua amiga. A garota que sempre sorriu para os feios nas festas, aquece os isolados e deita-se com os deplorados. Nada a restringe, tudo faz; nada a impede. Os elogios suspirados e um café após a folia são o pagamento para a moça que tanto é xingada. Mal-falada a coitada, nunca recebeu flores e por todos os (vários) garotos morreu de amores. Chorou sozinha por anos, lamentou-se iludida com seus enganos. Todos sabemos que a puta mais barata do mundo é a adolescente que desprezamos.   Ela se senta do lado de Moreno, que a encara com a expressão de um suspiro e suspira.  - Bonito. Poesia em forma de prosa ou prosa em métrica de poeminha?  - Rimas. Apenas isso.  Com um sorriso tímido pintado de laranja vindo de brinde, o moço recebe um portfólio azul com "Meus menores segredos" escrito à caneta preta. Caligrafia feia…

Vamos apenas pensar em uma coisa bonita.

E passeando pela orla, vendo o peixe-boi, com o sol quente ela se delicia e se cansa. As alergias voltam com o suor, mas a vitamina D começa a ser produzida. Nas barracas, camarão completa o caldo de cana. Nos quiosques, as roupas típicas de Salvador.  É impossível falar de beleza e nunca ir ver o mar.

Porque vamos terminar a garrafa - vamos terminar tudo.

Três meses depois.

 - Meu bem, você simplesmente se esquece de mim.

Eu nunca tive os meus cem anos de perdão.

"Mulheres são estúpidas. Não suportamos estar sozinhas" - Clama a mãe de um filho de um travesti em um filme. Clama a verdade.  Com as curvas de seios e cintura, nasce a habilidade de possuir um homem por uma noite; com a gentileza e candidez, um namorado; e a estupidez e o medo da solidão, um marido.   As mulheres de Atenas se ressurgem no século XXI. Algumas se rebelam, e apesar de toda modernidade, são mal-faladas. É culpa dela que nada deu certo, nunca do marido ausente.   Choram, se degolam. Muitas não sobrevivem à esse período de depressão; mas as poucas que resistem, renascem. As mulheres se re-vivem.  Os homens nunca ficam sozinhos.

Fantasias de um dia de verão

Duas pessoas se encontram deitadas na cama, uma cena estranha, o garoto com cabelos quase tão compridos quanto os da garota e as pernas entrelaçadas em um sentimento camarada com um pouco de carinho, afinal por que não?
 Mais um beijo, ela de novo desnuda e todas as piruetas se repetem. Seios roxos, pernas bambas, gemidos contidos em travesseiros, rostos arfantes e partes íntimas à mostra. Tudo isso é decorado com a penumbra de um quarto escuro e abafado. Comentários perdidos durante as carícias; risadas ponderadas com suspiros e algumas fotos antigas. Mas, ela ainda bota a camiseta dele junto com os cabelos bagunçados. Em algum momento os amigos começam a discutir sobre o passado e o presente. Ele sabia que não podia se apaixonar, ela sabia que não devia virar namorada. Namoro é sinônimo de mentiras sobre o sexo, e com mentiras o ato de fazer amor ficar ruim. É melhor fazer amor sem amar. Sexo sem amor, é vontade. Temos a amizade já.

Is it still our big big city?

Os olhos que rodam para representar o tédio, os braços cruzados e a cabeça encarando qualquer pessoa no ônibus. Suas costas estão encostadas no encosto do banco em que eu sento, enquanto atravessamos toda a região sul, você vendo pornografia no celular sem nem se quer disfarçar. Em um certo momento você deita a cabeça no meu ombro, sorrio por dois segundos antes de ver que você está dormindo.
 Seu celular vibra na sua mão. Você não acorda, leio a mensagem na qual você manda a nossa música para a minha melhor amiga. Não sou ingênua ao ponto de pensar que é uma surpresa de aniversário.

Seu telefone irá tocar na casinha que vou construir pra gente.

- Você merece os seus cem anos de perdão.   - Por quê?   - Roubou o meu coração, logo depois de eu ter roubado o teu.   - Que fofa você.   - Vamos lá, você que disse "eu te amo" primeiro.  - Fica quieta e toca alguma coisa.   E ela pega o violão e começa a tocar a nossa música. Uma bem sem sentido, mas me embalo na canção de ninar. A grama começa a pinicar as minhas costas, e mais ainda quando ela se joga por cima de mim. Cenas bonitas de filme que só acontecem na vida real ao lado dos cachos dela. Tomamos sorvete, sentamos no meio-fio dividindo uma garrafa de jurupinga. As pessoas encaram, aparentemente até no largo da ordem é estranho duas garotas juntas ao céu aberto. Ela toca, eu canto. Pagamos o jantar assim.   - Posso acender? - Pergunto tímida.  - Somente se eu poder servir a tua taça de vinho.  Fumamos o cigarro, bebemos a bebida barata enquanto caminhamos para casa. Um apartamento com mofo na rua XV. Nossa vizinha era um travesti que se chamava Morgana e o senhorio…

A minha Geni.

Ela flerta com alguns de manhã, toma um café com outro durante a tarde e nas aulas troca mil e um bilhetinhos sobre eles. Volta para casa de noite e se deita com o marido. O marido se lambuza, se felicita, se deita de costas para a moça formosa, que quase consegue esboçar um sorriso. Não chora, não é burra.
 Na rua, todos sabem de seus casos. Nunca beijou ninguém, mas pensarem que ela beijou era mais que suficiente. Jogava xadrez sozinha, por falta de companhia. Cantava na rua, para manter a imagem. Era gentil como só ela sabia ser. Culpa dela não saber se defender.

Meu primeiro amor

Na cidade dos anjos, os demônios tomam conta deles e colocam um preço pela noite com sua pureza. Os anjos choram nas mãos dos vários diabos que lá se encontram. Pensam em voltar correndo para suas mães e chorar nos colos que cuidam instintivamente. Mas não podem.  Um parque com uma fonte principal, grama bem cuidada e caminhos de pedras marrons com flores nas bordas, alguns carros estacionados e o movimento das avenidas já está longe. Crianças brincam no parquinho, ou playground se você tiver algo a provar para alguém. Três garotinhos com capas e máscaras correndo, afinal o mundo precisa de seus heróis. Aos poucos que eles se aproximam da fonte, a babá de um grita para se afastarem, mas já é tarde. Eles viram a beleza do anjo caído. Os olhos azuis que combinavam com o sorriso triste. Lábios brilhantes e cabelos negros. Já vestia couro e meia-calça escura, às onze da manhã. Ninguém ouvia ninguém gritar, somente o anjo cantar.  - Voltem para lá. - Ela faz um movimento com a cabeça na d…

Com todas as regalias - 2

Para a minha correspondente favorita.

 Olá Menina Nina. Ando pensando muito em você, principalmente em suas pinturas. Não entendo muito de arte, mas atrevo-me a dizer que você é a nova Van Gogh. Adorei a maneira que você misturou as cores quentes e as frias. Por favor, me avise quando forem para uma exposição. Farei o melhor para poder ir. A melhor maneira de conhecer-te seria perto de suas obras, uma beleza perto de outras, certo? E por falar nisso querida, me mande alguma foto. Não da maneira que pensa, temo que fiz uma péssima imagem de mim mesmo para ti no último semestre, mas é que te pinto de uma maneira angelical até demais. Temo que se ver-te apenas em Paris, como nós sonhamos, irei me apaixonar irremediavelmente por você. Sinto que traio a minha esposa apenas por mandar-te essas cartas que acabam virando declarações. Bem, ela está grávida. Mais um garoto em minha vida, Roberto está ansioso por um irmão mais novo. Estranho te falar isso, afinal estou te transformando na Outra…

Porque vamos terminar a garrafa - coisas não tão grandes assim.

Foram os dois quilômetros a mais caminhados que fizeram a diferença no final das contas. Você me ver com maquiagem borrada e cabelos enozados, arfando de cansaço e na penumbra no meio da noite, um comentário relativo a minha segurança e uns dois em relação a minha má aparência, mas chegando no boteco vou para o banheiro e você sorri ao me ver arrumada. Me pergunta sobre o meu dia, com o falso interesse cordial das pessoas. Me espera responder e fala quando chega a sua vez. Me paga a usual taça de vinho e nos esvanecemos pela rua deserta. O asfalto brilhando com o material estranho que não sei o nome, o mato se disfarçando de relva e a lua quase aparecendo por de trás da poluição e no meio de tudo isso, eu tenho a sensação de que você me olha com aquele olhar de quem quer me prometer um conto de fadas.

Com todas as regalias. - 1

Ao meu querido desconhecido. 
Olá, Francisco. Ou Chico como você me pediu para te chamar, mas para mim você será Frank. Me perdoe mas não sei pronunciar tudo isso que nem você. Por isso lhe peço que me chame de Nina ao invés de Nyina, duvido muito que você também saberá a pronúncia. Adorei as fotos que me mandou, parece ser um lugar lindo onde mora, sempre quis ir. Mas é longe. Bem, eu até te mandaria algum contato eletrônico, mas desculpe o meu exagero porém adoro o miticismo de sua letra. Tenho os cabelos negros e os olhos castanhos. Lhe diria algo a mais, mas não penso que sou o tipo de garota sobre quem compõem músicas ou escrevem poemas. Sou só mais uma que perambula por Moscow. Sou barista, me divirto de noite com as outras garotas. Poderia te falar mais, mas duvido que essa carta você responderá, sinto que aos poucos você vai me descobrindo mais como uma menina e menos como moça. 
Com Carinho, Nyina Vishnya Onze de Outubro de 1998
 Para a moça que quero conhecer.
Olá, menina Nina. P…

350

Tinha problemas. Vários deles, drogas eram apenas a ponta do iceberg. Olheiras e ossos parecendo mais do que deveriam, nada realmente atraente ou coisa de filme. Era deprimente, mas se incomodava. Claro que isso resultou em somente mais um garoto com uma guitarra frequentando lugares não muito agradáveis. Encontra um baixista no bar, tem um amigo baterista e não se importa muito com a voz. Começa a cantar e pronto, ficou famoso na cidade, saiu dela e ficou conhecido no estado.  Na capital de um estado sulista em uma casa de show qualquer, um cover de Alice Cooper sai da banda que está perdida entre uma mistura de tédio e interesse. E o nosso protagonista bota os olhos verdes à procura de uma garota para matar a primeira opção. Algumas com corset, outras de saia e decote. Uma que estava misturada na paisagem chamou a atenção. Cabelos loiros lisos e um vestido simples. Um sorriso como de quem estava começando uma aposta brotou e ele correspondeu, mesmo não sabendo se era pra ele.
 - A…

E a dama da noite que estava comigo também foi embora

- E se eu tiver um amor passageiro e não te contar?
 - Eu não ficaria magoado.
 - E se eu decidisse te contar somente depois de nos casarmos.
 - Eu seria corno. Triste, corno manso. Sairia para beber no bar.
 - E se fosse com uma garota?
 - Chamava ela pra participar.
 - Quando?
 - Semana que vem ta bom.

Eu fiz uma letra baseada em conversa de crianças.

Meia hora esperando. Uma rosa na mão com um ar patético, tinha até quebrado a flor do tanto que eu havia mexido nela pra passar o tédio. E só vejo ela de mãos dadas e com a mão de outro na cintura dela. Se despede dele com um beijo na testa e caminha até minha humilde presença.   O mesmo beijo que despediu-o, cumprimentou-me.   - Odeio admitir querida, mas esse olhar triste combina com os seus olhos. - Gabriela se senta do meu lado e a essência de baunilha vem junto com ela. A pele brilhando de hidratante e os lábios vermelhos de exercício.   - Você que o veste em mim.  A máscara dela se desfaz com um olhar que julgo ser sincero de arrependimento. Ela pega a minha mão e deixa-as entre o vão entre eu e ela no banco no colégio. Aproveitava quando ninguém via para brincar com meus cabelos curtos, enquanto eu deitava nos longos dela posicionados em seu ombro. Arrisquei marcá-la com o meu batom em sua bochecha.  Um pulo para o lado e um olhar de raiva foram a minha resposta.   - Quê pensa…

Nobody's favorite now.

Um dia como qualquer outro, ela entra. Bonita, perfumada e vitaminada. Mas naquele momento a garota que passava muitos dias sorridente e cantando estava séria. Não podia-se dizer que ela estava triste, afinal seus olhos ainda tinham um brilho sutil que a pertencia assim como a gravidade ao universo. Mas, ver aquela moça séria era o equivalente ao ver uma mãe de luto.  Ele somente se senta na frente do colégio e espera ela chegar. A camisa de ontem a noite e as olheiras de semana passada. O isqueiro na mão, as balas de canela no bolso e o perfume no pescoço. Nem sabia que ela já estava na sala. Somente descobriu isso depois de meia hora esperando. Entrou para a aula de psicologia e esperou ela sair de sua sala de história. Somente se encontraram durante o pôr-do-sol, ela fumando o cigarro e rebolando com a saia curta.   - Comprei um isqueiro para acender os teus. - Ele diz, uma mistura de raiva e humilhação.  A resposta dela é apagar aquele pela metade e deixá-lo acender outro nos se…