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Requebre e grite baby, pois a noite está apenas começando.

 Uma coisa sobre casas de músicas onde o ingresso é mais que vinte reais: elas são o equivalente à casas exclusivas no centro de Curitiba. 
 É o esconderijo de todas as garotas com máscaras falsas e decidem derrubá-las por uma noite.
 Pista de dança. Banda ao vivo. Bebidas não adulteradas e um bartender que sabe o quê faz. É o suficiente para a elite cultural. 
 Como toda pista de dança. Sempre há uma garota que se destaca. Vestido de bolinhas, salto alto e quadris se movendo mais rápido que a velocidade da luz. Ninguém olhava para o parceiro, pois ela era a atração. A música acabou e começou a tocar alguma música romântica. 
 Ela saiu da pista e pediu um drink. 
 Dry Martini. Duas azeitonas. 
 Um homem aproveitou a deixa, pagou a bebida e conversou com ela. 
 A noite se resumiu nisso. Sorrisos sarcásticos da garota. Olhos rolando. Uma satisfação pessoal na cara do homem. 
 Uma hora antes da casa fechar, eles saíram juntos. 
 Não vi mais da garota por duas semanas. 
 Mas quando a vi. A mesma coisa se repetiu. Mas dessa vez, eu paguei um Martini pra ela. 
 Sem azeitonas. 
 Ela sorriu, me contou histórias. Saímos juntos e fomos para o apartamento dela. Dessa vez, nunca mais a vi.  Nem me falou seu nome. Eu só tinha um endereço e um coração partido. Uma gozada não vale tudo isso. 

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